• BrunnaSugar

Aprenda a apreciar um bom vinho

Quando buscamos um vinho, normalmente nos deparamos com rótulos que contém várias informações como por exemplo, que casta de uva foi usada, que ano foi produzido, país e região, e às vezes vem uma insegurança na hora de escolher qual levar ou escolher, não é assim?



Agora você vai aprender como combinar vinhos com pratos e como escolher o melhor vinho para a ocasião certa.


Claro que você sempre pode pedir uma sugestão para alguém que entende de vinhos ou que já tem um tipo preferido e ainda assim se deliciar com a bebida, caso a indicação caia nas graças do seu gosto. Mas o ponto que queremos abordar é que, se você deseja se aventurar nesse universo dos vinhos e começar a ousar nos sabores e formar seu próprio gosto para a bebida, não basta apenas abrir uma garrafa e saber se o vinho é bom ou não.

Um bom exemplo é quando comemos um prato que não conhecemos, logo tentamos fazer associações com gostos já conhecidos, com experiências emocionais e sempre que podemos perguntamos: “- Do que é feito este prato?”, quando olhamos um cardápio no restaurante, queremos saber os ingredientes do prato e não somente o nome, assim você pode de certa maneira saber se quer experimentar ou não, certo? É o mesmo com vinhos!

Para ter o prazer da experiência sensorial da degustação de um vinho e começar a criar sua própria “enoteca” de experiências pessoais e conhecer seus gostos, é necessário ter algum conhecimento básico, não precisando ser um profundo conhecedor e não ter medo de experimentar.



Veja algumas harmonizações fáceis para combinar vinhos com pratos.


Espumantes e frisantes

Harmonizam com entradas diversas, saladas, petiscos e, dependendo da doçura do espumante, algumas frutas e sobremesas.


Vinhos brancos e rosés

Harmonizam com saladas, aves, peixes e frutos do mar, massas ao molho branco e queijos de massa mole.


Vinhos tintos

Harmonizam com carnes vermelhas, massas ao molho vermelho e queijos de massa dura.


Vinhos doces e fortificados

Harmonizam com queijos azuis e sobremesas em geral.


Agora se deseja se aprofudar um pouco mais segue umas dicas extras para você


Depois da apreciação visual e olfactiva, vem a melhor parte de uma prova de vinhos – o degustar! A prova propriamente dita vai permitir uma análise profunda da intensidade, qualidade, equilíbrio e persistência do vinho em questão. O paladar de um bom néctar dos deuses desdobra-se em 5 principais elementos, saiba distingui-los, para poder avaliar vinho como um profissional.


Acidez: uma das características essenciais para um bom vinho é a harmonia existente entre os diferentes ácidos presentes nas uvas – cítrico, tartárico, málico, lático e succínico. Aliás, é a acidez que confere ao vinho parte do seu sabor e frescura, contribuindo para a sua conservação, assim como para o envelhecimento dos vinhos superiores. No entanto, acidez em excesso pode facilmente estragar um néctar dos deuses, conferindo-lhe um paladar demasiado amargo ou avinagrado. O ideal, em qualquer vinho, é um equilíbrio agradável entre o nível de acidez e o grau alcoólico.


Secura/Doçura: o vinho contém diferentes quantidades de açúcar natural, o que torna fácil de se notar com a sua degustação. Se a quantidade for inferior a 2 g/l, será difícil saborear a sua doçura, estando-se provavelmente diante de um vinho seco que vai provocar, literalmente, uma sensação de secura na boca. Para além disso, os vinhos que apresentam elevados níveis de álcool tendem a secar com a idade. Em contrapartida, os vinhos doces são claramente açucarados e de fácil detecção, principalmente a partir dos 25 g/l.


Tanino: Os compostos fenólicos presentes em um vinho se originam da pele e das grainhas das uvas, manifestando-se ao nível da cor, aroma, e estrutura do vinho, quase sempre de sabor áspero, seco e adstringente. São estas substâncias orgânicas que emprestam ao consumo moderado de vinho os seus diferentes benefícios para a saúde.


Carvalho: Uma grande maioria dos vinhos é amadurecido em barris de carvalho, sendo que parte desses vivem o processo de fermentação nesse mesmo ambiente. No caso do vinho branco, o contacto aromático com o carvalho influencia o seu paladar final com notas de baunilha, noz-moscada e canela. No caso do vinho tinto mais consistente, o contacto com esta madeira confere-lhe uma delicadeza cremosa, perfeitamente perceptível na degustação. Para além disso, se o interior dos barris estiver muito carbonizado, o vinho terá ainda um acentuado sabor a “torrado”.


Fruto: o vinho tem na sua base fatores bioquímicos muito fortes que, aliados às características das suas castas originais, faz com que muitos bons néctares apresentem aromas e paladares frutados. Este verdadeiro bouquet de sabores pode sugerir-lhe a presença de frutos secos (nozes, avelãs, amêndoas…) e frutos vermelhos (framboesas, morangos, amoras, groselhas, ameixas, cerejas…), sem esquecer os figos, passas, damascos, tâmaras, maçãs, limas, limão, pêra, manga, melão, maracujá, alperce, nectarina… resta deliciar-se!


Conclusão.


As orientações acima podem ser encaradas como o ponto de partida para que você comece a combinar vinhos e comidas, entretanto, é importante não ficar preso às regras e descobrir o que mais lhe agrada.

É bom lembrar que cada pessoa percebe os gostos de forma distinta. Um prato pode ser mais picante, ácido ou amargo para uma pessoa do que para outra.

Respeitar os gostos pessoais também é importante. Se você não gosta de determinado prato, não será o vinho que fará você gostar mais dele.

Teste diferentes combinações, arrisque e, o mais importante: não tenha medo de errar!

6 visualizações0 comentário
SE INSCREVA NO BLOG E FIQUE POR DENTRO DAS ÚLTIMAS TENDÊNCIAS E NOVIDADES!
  • White Facebook Icon
  • White Instagram Icon
  • White Pinterest Icon
  • White Twitter Icon

© 2020 Model4Blog | Todos os Direitos Resevados - Model4Date.com